Agradecendo todos os poetas participantes desta
Ciranda, onde todos se expressaram divinamente,
sobre o tema proposto.

Um carinho muito especial a poetisa Lis Helena Ravanini,
que com seu lindo poema, deu inicio a essa.....

Ciranda....INVOCO O LOUCO(A)

No final da página,retirem o Selo de Participação.


Com carinho....
Tek@ Nascimento.

01-Lis Helena Ravanini
02-Sandra Ravanini
03-Sônia Ravanini Pina
04-Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)
05-Helô Abreu

06-Aisha
07-Tânia Ailene
08-Tere Penhabe
09-Milamarian
10-Zelisa Camargo

11-Naidaterra
12-Anna Peralva
13-Maria Mercedes Paiva
14-Lucia Trigueiro
15-Pilar Casagrande

16-Fátima Cardoso
17-Rogerio Miranda
poeta da paz
18-Gerson F. Filho
19-Humberto - Poeta
20-Marcial Salaverry

21-Ana Maria Brasiliense
22-©Victoria Lucia Aristizabal ©
23-Jorge Humberto
24-Sávio Assad
25-JRonaldo-JR

26-Cássia Vicente
27-Efigênia Coutinho
28-Maria Thereza Neves
29-Eliane Couto Triska
30-Marise Ribeiro

31-Raquel Caminha Matos
(Lindinha)
32-Jorge Linhaça
33-Rosa Magaly Guimarães Lucas
- Eire
34-© Meg
35-Beatriz por um triz*

36-Eugénio de Sá
37-Jandira Mello de Almeida cahet
38-Sá de Freitas
39-Bernardino Matos.
40-Tania Lemke

41-Silvio Ferreira
42-Isabel Fontes
43-©Soaroir Maria de Campos
44-Denise Aidar Warnecke
45-“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak

46-faffi/Silvia Giovatto
47-Belquis Barés
48-Antonio Cícero da Silva
49-Nelim Monti
50-Penhah Castro.

51-Teka Nascimento
52-Sueli do Espírito Santo
53-José Romeu

54-Mercília Rodrigues
55-Luciana Pinheiro

1- Invoco o Louco
Lis Helena Ravanini


Capricho de minha imaginação
esta criação, a poesia concebida
vinda da evanescente aparição
nesta madrugada mal dormida

Devaneios no retorno ao meu Elísio,
e me vem esta inspiração insana!
Anestesia a realidade e um vício,
droga esta insciente mente profana!

Divino devaneio de um demente...
Louco, valsa só pelo plano real.
Mais real é este palco incomum a mente,
neste, sou rei e urro num ato teatral.

Lamento aos sãos! Fantoches da razão!
Bebo, danço e esqueço o amanhã triste,
driblo a dor de minha insatisfação.
Sem limite, a obrigação não existe!
27/11/2006

2- Invoco o Louco
Sandra Ravanini

Parição desenfreada e demente,
louca sombra em despidas rasuras,
madrugada das horas obscuras,
febril reflexo em boca dormente

Anseios que agasalham esse Olimpo,
viciado eco em um véu de sujeição
e na parede sorri a inquinação
qual um mendigo ruindo o recinto.

Delírio divino de um descrente...
Aparições do ébrio, vêem neste heu
espelhos quebrados, os seus ou os teus?
Retalhos no palco do indigente.

Chora o réu, fantoche da solidão
valsando aos quantos dedos em riste,
e as bocas caídas nos risos tristes.
Invoco o louco ao exorcismo dos sãos!
29/11/2006

3- Liberto a louca e invoco a morte.
Sônia Ravanini Pina

Grito o suplício que domina e estagna a minha alma,
e liberto a louca que em mim, inocente e sã hibernava.
Não sou eu quem você via e ouvia tão alheia por ai,
era a outra face, a obscura que impera in vitro aqui

Divina face da loucura legando a frieza aos meus dias,
que em lamentosos devaneios invoca a face da morte,
em pesadelos eternais que eu clamo em minhas noites.
Sou eu que construo esses atos insanos nas noites frias!

Invoco a morte para que adiante os meus loucos dias,
beijo a sua cinza face como quem reverencia essa vida,
e dôo-lhe o pouco que ainda sobrevive de vida em mim.
Liberto a minha sã insanidade para que viva na morte enfim.

Liberto a louca e invoco a morte poderosa e soberana,
abraço a louca que sou em harmoniosa compreensão,
beijo a boca da morte em uma entrega total e absoluta,
e rompo, enfim, com a realidade que impera a maldição!
04/01/2007

4- Liberto a louca
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)

Deixo a louca escudeira guardar o insano
  É escape perfeito do sonho imperito no dia
Pois na noite me apego em delírio profano
Revolvendo os espectros que no dia havia

No Elísio deixei os fantasmas libertos
E na noite retornam em vãs tentativas
Possuída renego os conceitos internos
Ignoro os seres que apontam as saídas

Deixo a louca escudeira guardar o delírio
  É escape perfeito do sonho imperito no dia
   Pois na noite me apego delirando o martírio
Revolvendo os espectros que no dia havia

Faço brinde a razão que oprime a mente
 Aguarda escondida na noite de hibernaria
Na loucura me entrego na noite demente
Saciando essa louca que se oculta no dia
07/01/2007

5- Enlouqueço
Helô Abreu

Enlouqueço
Neste momento eu sou e não sou
Sou enquanto escrevo não sou enquanto obserso
Ou será que é o oposto esquecido?
Sou o Épico , sou o Platos, doida trama do lírico , vivido?

Enlouqueço
E a poesia continua a tecer-se a si própria
não depende de minha vontade
Ela é pura, obra prima que existe antes e existirá depois
de mim ou qualquer outro ser!

Enlouqueço
Sou d'agora, pouco do antes pouco do depois
Á distância observo-me
Estou aqui e estou distante ao mesmo tempo
Vida e Morte igualam-me
Caminhando unidas num só tempo?

Enlouqueço
Ser existente de dois tempos
vivendo alucinadamente o presente
esperando loucamente o futuro
E neste espaço busco-te oh! Poesia!

Mas a Poesia perfeita
em mim ainda não nasceu
Trago tua espera aguardada
e meu prazer em suspenso
Enquanto te espero, perfeita e radiante
Enlouqueço.....
08/01/200

6- Invoco a louca
by-Aisha

Invoco a louca que no manto da noite habita,
em sóbrios cálices o fel da espera beberia,
habita o insensato os limiares que desenha livre
em blocos de gelo seu próprio retrato faria.

Invoco a louca no devaneio que acorda a noite,
são de brisas as tempestades que o faz morno,
no leito, um corpo nu a espreita sem sentidos,
marcando o compasso quente que vomita o outono.

Passo o comando à louca invocada na madrugada,
que dance absolvida do pecado que amanhece o dia,
é meu o desejo escondido sob a sóbria face tingida,
maquiagem fantasiando a louca na sobriedade que grita.

Saúdo o mundo invocando a louca em manifesto,
um corpo e mais outro no covil onde insana habita,
invoco a louca que em plena loucura me invoca
bebendo do cálice até que o sol ilumine o dia.
08/01/2007

7- INVOCO A LOUCURA!
TÂNIA AILENE

A demência que atormenta
mentes sufocadas do abandono pleno
mãos implorando perdão insano.
Invoco a loucura!

No desvario gritos de tortura
na solidão chora aclamação
a noite fria demência sofrida
corpo largado ao chão.

Pensamentos doentes voltam
atormentar mente tramando a morte.
Invoco a loucura!

Durante o dia a louca
estende-se aos gritos
murmura perdão.

Alucinada só quer emoção
implora maldição trancada
nos portões da imaginação
habita o martírio da inquisição.
Invoco a loucura!
8/01/2007
RIO DE JANEIRO


8 -Invoco a louca
Tere Penhabe

Fora de mim, passeia a sombra dos meus dias
intrépida paisagem aquecida pela insana dor
que ora lembrada ora esquecida, constrange
todo e qualquer sentimento que queira existir.

Engulo os reflexos do espelho que não mostra
verdadeira imagem, aquela que lhe foi exposta
na tentativa covarde de enganar a si mesmo
ou a mim, enquanto espero pela sua resposta.

Invoco a louca... essa que habita em mim alheia
que me faz rir quando vejo vazia a minha bateia
que pega minhas lágrimas e delas faz uma trança
que ornamenta a árvore de luas, como criança.

A louca que se finge de morta, de completa idiota
porque a realidade é cruel demais e incomoda
a fuga desesperada na insanidade se faz profícua
transforma meus cristais em diamantes, é a vida...

Amo essa fuga cada vez mais e sempre
devaneios inertes vão se apagando devagar
o carrossel recusa-se ao movimento
tão rebuscado e lento,,, onde estou...?

Invoco a louca... na tentativa de saber
se me perdi em algum lugar, se me acharei
ou se o sol vai nascer antes do amanhecer
para ter tempo de se ocultar de mim,,,
Santos,
08.01.2007_22:30 hs

9 - CRU
Milamarian

Desço céus à terra insana
num absurdo que é real
e minha mente ao abissal
da loucura em mim profana.

Violo o templo das horas sãs
mostro a face e sou revel
marchando rumo ao quartel
alojado nas incastas manhãs.

Profetizo o fim do verbo
nas impolutas cores da seara
revelando assim o meu reverso

Face a face, corpo a corpo
e a medalha que escancara
o cru! vazio sem retorno.
Japão -
08.01.2007

10- LOUCA SOU
Zelisa Camargo


Louca sou andarilha do tempo
sem tempo de ser
sendo apenas canção
melodia dançante
nesse espaço infinito
onde somos apenas essência
verdadeira da nossa loucura
reverenciada a cada momento
em cada linha que flui de nossa
alma sublimando nosso amor
em versos e prosas
dançantes em suaves passos
como flutuassem nas nuvens
para descansarmos desse mundano
onde a predominância é o falso
vestindo uma face irreal
escondendo sua sana loucura
usando a máscara de ferro
onde marca nossa face
e ao cair ao chão
renascemos na sana loucura
que carregamos n'alma
sem medo de mostrar nosso
semblante real onde nossos olhos
brilham como dois diamantes
cintilantes de um brilho que penetram
violentamente assustando
os terráqueos que não são acostumados
com o verdadeiro olhar nem com a face
verdadeira da sana loucura que carregamos
dentro de nós dando vida real
desintegrando nos desse mundo Maya
para sermos verdadeiros deuses
do amor e da poesia
como todos poetas
que reverenciam sua sana loucura
a cada amanhecer.

Zelisa Camargo
Aparecida de Goiânia -Go
08.01.07
22.44

11- SOU LOUCA SIM!
Naidaterra

Sou a mulher dos céus e sou aquela
que também habita os infernos...
Sou noite escura e sou lua clara,
caçadora e caça nas entrelinhas
desta vida e do meu refúgio,
a poesia...
Desconheço a minha própria força,
tamanho e peso, influência da
mãe natureza que se mostra branda
quando é obedecida e severa
quando há desordem...
Sou louca sim!
Sou ao mesmo tempo a água
que molha a pedra, e sou a própria pedra,
leve, pesada, bruta e lapidada...
A louca que interroga seu próprio
demônio, travando lutas constantes
com a bestialidade...
Sou louca sim!
Conheço os segredos da maldade,
praga maldita e desperta que se
aloja em corpos de almas perdidas,
incrédulas que só se alimentam de
sentimentos negativos...
Sou louca sim!
Um ruído ameaçador do mar...
Sou uma colina de poesia...
Uma lança...
Uma mulher entre as flores...
jan/2007
sampa

12- LOUCA ESTOU!...
ANNA PERALVA

Absorta em um mundo abstrato
com as vestes do tempo em farrapos...
Alma perdida em devaneios:
fui musa da poesia, em rimas exatas,
mas o verso do poeta perdeu a algesia.
Quis ser sinfonia, em ironia, o momento destoou
as notas da melodia, ceifando a harmonia
com a certeira seta do veneno da hipocrisia.
Cobri a face com sonhos do amor,
revesti-me em sutis disfarces
tentando retomar o rumo, e sobreviver.
Da tempestade que se avistava,
não percebi o breu a se erguer
nos passos rastejantes da inveja,
carrasco implacável, que com lâmina fria,
em lenta agonia o sentimento amortalhou.
Vaguei sobre o abismo inexplicável da dor,
nas profundezas do abissal
o delírio insano do lamento do martírio,
as lágrimas do bem, no riso do mal.
Brindo ao que me é vindo agora,
onde não sinto, pois pouco me restou...
Desiludida, caminhei nas trevas da devassidão
escondi-me em inúmeras máscaras,
como louca, doei a quem nunca me amou,
a matéria rota, espectro do que fui outrora.
Em muitos corpos estranhos
tentei preencher a solidão que se esgueira
com lacunas efêmeras de prazer,
Tudo em vão... Triste ilusão...
Sangrei sonhos meus na demência
numa existência acorrentada à cegueira.
Roguei aos deuses do Olimpo por clemência!
Implorei, batia de porta em porta,
não atendiam, ninguém ouvia...
Doente, consciência dormente
no escombro do subconsciente,
sorvo o cálice amargo da desventura.
Maltrapilha, avisto a trilha da loucura,
carrego minha essência em meus braços
agonizando em amarguras...
Passos trôpegos, andejo por espaços opacos,
procurando algum vestígio de razão.
Adentro no vale da escuridão...
Olhar contrito, distante, suspenso,
disperso em miragens que se mesclam
em imagens distorcidas e sem nexo,
apagando o fino véu de lembranças.
Mergulho num estágio entre o sim e o não,
sem história na memória, sem reflexo...
Já não mais me sustento,
esqueci quem sou...
Louca estou!...

Anna Peralva
Rio de Janeiro
09/01/2007

13- INVOCO A SOMBRA
Maria Mercedes Paiva

Invoco a sombra que há tempos me persegue,
Ombreando-me em suspensa expectação,
não deixando qualquer rastro pelo chão,
quando seguiu-me a caminhar pelos milênios!

Perscrutando-me o íntimo, ao bote,
tenta arrancar minhas camadas de verniz,
avessa as tintas culturais da educação,
de convenções, status cuo, papéis, padrões...

Qual uma fera que se nega ao domador...
Tem a medida das minhas reações
Diz que a máscara cultural em mim colou,
enfraquecendo o reagir às agressões.

Quando me vergo ao ultraje opressor
Invoco a sombra, que selvagem se expõe
e na perícia tão veloz de concisão
verbal defesa com suas garras de pudor,
lançando dardos de verdades e coação
dobra em palavras ao motivo opressor
e me liberta, em desafogo, o coração!

Eme Paiva
9.1.7

14- INVOCO LOUCO SEM FÉ
LUCIA TRIGUEIRO

Sentimento profano
violando santidade
força impiedosa
aspiração da arrogância
distanciando seita suprema
imaginação da tirania
invoco louco sem fé
embarcação rumo ao caminho
celebração sagrada
amor a Deus
refletindo luz da imagem
coração renovando alma
louco sem fé
qualidade deturpando caridade
mergulhado na inveja
egoísmo dominante
trator da ação
deixando mágoas entre irmãos
invoco louco sem fé
oração
que enaltece escritura
emissão de energia
renascendo do espírito
mente e pensamento
louco sem fé observa Deus
lentamente em teu coração

Lucia Trigueiro
Brasilia
10.01.2007

15- TODO LOUCO É FELIZ
Pilar Casagrande

Ó tu, o mais louco de todos os homens,
Ó tu que aspiras à sabedoria, pensa,
Em todos os sofrimentos, os espinhos,
Da sabedoria que te fazem sangrar a alma.

O louco ao falar, diz loucuras francamente.
O que ele traz na alma está escrito no rosto.
Já o sábio tem duas línguas, uma para a verdade,
Outra que oculta ou dissimula seus pensamentos.

A fortuna ama os insensatos, os ousados.
Vereis que sem dinheiro nada se consegue.
E como os sábios desprezam o dinheiro.
Não é de pasmar que todos os evitem.

Não há, pois diferença entre os sábios,
E os loucos, ou se há é a favor dos loucos.
A sua felicidade, consiste na sua opinião.
Enquanto a dos sábios é comum a inúmeras outras.

Não se glorifique na sua sabedoria!
É infinito o número de sábios loucos.
O homem que oculta a sua loucura,
É superior ao que oculta a sua sabedoria.

16- LOUCA , EU ?
Fátima Cardoso

SANIDADE ?
LOUCURA ?
O QUE DIFERENCIA
A CORAGEM ,
UM GESTO NOBRE,
DA CORAGEM
DE UM SUICIDA ?
LOUCO ?
QUEM É O LOUCO ?
BOMBAS HUMANAS
DISPARADAS POR FANATISMO...
GOVERNANTES LOUCOS
POETAS -ESCRITORES,
LOUCOS ...
ERNEST HEMINGWAY-
SUICIDA
A MENTE, MENTE
LOUCA
SOU...
SANIDADE
PRA QUE ?
PRA QUEM ?
MAIS LOUCOS
MENOS SÃ...
ABRAÇO A LOUCURA
FELIZES MALUCOS
CORAJOSOS LOUCOS
DO BEM - GANDHI
DO MAL - HITLER
COMO SERIA ESCRITA
INDIGENTES
CONVIVÊNCIA OBRIGATÓRIA
CONJUGAÇÃO COLETIVA
LOUCURA
MEU ÍDOLO
EU ,
LOUCA ?
SIM,
QUEM SABE,
TALVEZ...

RECIFE-PE
10/01/2007

17- LOUCO
Rogerio Miranda
poeta da paz

Seguindo a intuição do coração
sem se preocupar qual o caminho
que vai seguir, mas se segurando
na fé por onde passa...

Conversando com o tempo
e escutando a voz de Deus
assim segue o louco
que ama a vida...

Na aventura de suas viagens,
o louco carrega a imaginação
daquilo que vira pela frente
deixando sua loucura
encontrar um abrigo...

Vivendo sua loucura,
conversando com o tempo,
em suas viagens alem
da imaginação ele
conheceu as mensagens
de Deus em cada manifestação...

alem do limite, fora do alcance
da humanidade, o louco tem
sensibilidade de identificar
a felicidade de sua existência...

O melhor amigo do louco
é sua união com um mundo
que só ele conhece,
seus pensamentos
buscam a sabedoria
de um mundo
onde sua felicidade
é ser louco por Deus...
14/01/2007

18- Louca insensatez.
Gerson F. Filho

Invoco a insensatez da loucura.
Para banhar-me na sua formosura.
E do seu cálido e rubro encanto,
Fazer-te minha, no total espanto.

De possuir-te com insanidade.
Procurando a plena saciedade.
Que não está no meu desejo sagaz.
Nem no jeito que lhe apraz.

Porque possuímos um pelo outro,
A fome que grita como louco.
Perdida no limiar da sensação!

Só para gemer no limítrofe prazer.
Para colidir com o jeito de fazer.
De ir muito além da pretenção.

19- QUIASMA
Humberto - Poeta

Gurni com freima esse tepor quiescente
do teu apisto, e no lenir sitério
dessa équa adarga é que fruí, senciente,
tersa eutimia a este alanhar cimério.

Tu foste a Euterpe do meu ascetério,
déia fovente a este exorar querente
que, em áfio esto, esparziu piério
e fasto espeque ao meu guaiar torpente.

Quando cachei-me ao meu cadoz feral
foste o abascanto, a genetriz vernal
e a faz fautriz desta áuziga autarcia.

E este mesto camarço, flente e onusto,
diflui-se em miúças na elação cotia
do teu oaristo eulálico e venusto!

20- SER OU NÃO SER LOUCO...
Marcial Salaverry

Ser, ou não ser louco... eis a questão,
que já de Shakespeare afligia o coração...
Ou seria Hamlet,
enquanto comia um omelete...
Se somos como somos,
depende dos cromossomos...
Se nos aceitamos,
e assim nos amamos...
Que pode importar
o que outros vão achar...
Que achem o que perderam...
E nossa vida,
por nós é vivida,
a ninguém é devida...
E isto é uma questão de vida...
Assim, se você se sente feliz,
que lhe importa o que alguém diz?
Se te chama louco,
faça ouvido mouco,
e não ligue nem um pouco...
Se compartilhar a vida com alguém,
ou se não deseja ninguém,
que esse alguém seja ninguém...
E assim caminha a humanidade,
sempre em busca da felicidade...
E cada qual deve saber o melhor caminho
para achar algo que lhe represente carinho,..
E assim caminho,
mesmo que ache o preço carinho...
Santos-SP

21- LOUCURA
Ana Maria Brasiliense.

Enquanto a terra traga nossas vidas,
minh'alma grita suplica ajuda.
Insânia essa sanidade
que busca a verdade da mentira falida...
Clamo amor no coração.
Proclamo que seja sã
dentro da loucura a vida.
Expurgo a maldição a inveja
que tanto fere o coração...
Escudeira do bem em martírio vivo,
na loucura demente que fere a gente.
Invoco a loucura sã ,
deixando a insana loucura
caída no chão....
Perambulo de um lado ao outro,
não posso invocar a morte...
Porque de mim morta já estou !
Stos 15/01/007
Hr:03:57

22- CUANDO YO ESTE LOCO

Cuando me olvide de la fuerza que me he dado
y me sienta destruido y derrotado
yo he de mirar hacia otro lado
y recordar que siempre estas conmigo

Cuando me encuentre triste y abatido
incapaz de dar consuelo, abandonado
hazme mirar hacia otro lado
para volver con ilusiones al camino

Cuando me vuelva insensible a las personas
y me pierda en afanes despreciables
hasme mirar hacia otro lado
para gustar la esencia de las cosas

Cuando me pierda en las ideas de otros
y no pueda sentir que soy auténtico
hasme mirar hacia otro lado
y sentir que Dios está hablando por nosotros

Cuando pierda totalmente mi ecuanimidad
y mis ideas se leen muy confusas
no miraré seguro hacia otro lado
pensaré en realidad que yo estoy loco

©VICTORIA LUCIA ARISTIZABAL©
BOGOTA COLOMBIA
ENERO 16 DE 2006

23- PRECE A LÚCIFER

Nas dobras dos degraus invoco o louco que há em mim
Sou cãs dos meus dias fortuitos e inimagináveis
Senhor do meu território plangente do meu eterno fim
Que busca nas ruas o infortúnio de cenas infindáveis.

À lua revelo-me o ícone de todas as marmóreas estátuas
Dou por mim recolhido na profusão dos meus instintos
Cegam-me as ruas prenhe de gente e as minhas mãos nas tuas
Sou mísero e pobre de todos os seres invocados e distintos.

Vem Lúcifer traz-me o fogo indivisível das ruas escuras
Suborna-me o cenho, o ponto e o que no teu reino é cru
Vem de mansinho adormecer-me, traz-me as tuas curas

Quero ser Dionísio duma orgia totalmente interminável
Onde as esquinas se cruzam e desaguam no que és tu
Quando à noite de mansinho és ser perfeito e infindável.

Jorge Humberto
09/01/07

24 - Invoco o Louco
Sávio Assad

Arrebente as algemas da alma e transpasse o universo
Você é transparente e puro, como o licor dos lábios
Que transborda nas torrentes de paixões sedentas.

Corte o cinto, que te amarra as colunas e venha
Decifrar o indecifrável de meus pensamentos belos
Onde encontro a razão, sem razão, para pensar.

Voe sobre campos minados e ria ao sabor do vento
Soprado em sua face morena de sol, translúcido
Arrebatando os raios perdidos de seus olhos meigos.

E ao fim de tudo, revira os pensamentos alheios
Procurando um fio de uma conversa secreta e sadia
Para pousar suas asas grandes e olhar com serenidade.
Niterói - RJ - 16/01/2007

25- LOUCO?
JRonaldo-JR

Louco porque sou diferente?
Louco porque quero ser gente?
Que loucura...que nada
Só quero minha amada!!!

Louco quem não consegue ver
Essa corrupção na nação
Louco por não ter
O poder em sua mão

Hipócritas!! Manipuladores
Dizem beleza e fazem horrores
Nem ao menos sabem quem são
E querem dirigir uma nação??

Não se deve culpar eles não
É o próprio povão
Com voto na mão
O trocam por um pedaço de pão!!

Talvez dessa humanidade
Cheia de orgulho e vaidade
Poucos aqui irão ficar
E a maioria debandar!!!

26- Invoco o louco
Cássia Vicente

...que tem em mim...
invoco...sem loco...
o louco que tem em mim...

...quero ele (o louco) debruçado
sobre minha pele...
...extraindo de meus poros
os mais insanos desejos
que minh´alma esconde...

...invoco o louco que tem em mim
por você...por assim trazer
das minhas entranhas...despudores...

...louco por ti...quero-me
impregnadamente louca
por derramar prazeres em palavras
pra te sentir lambuzado em mim...

...louca que sou...invoco o louco
que se revela em mim a trazer
você pra mim...
Jataí.GO
16.01.07

27- LOUCO?POETA!?
Efigênia Coutinho

Porque incomoda
o Poeta é Louco
é tudo e nada
ou pouco!

Mas ser distinto
O Poeta ainda é Louco
Fosse a loucura tal
Expressão, e tudo
Seria doce canção...

O Poeta Louco
Vive em paixão
Ri quando chora
Chora por pouco
E, é taxado de louco!

Viva o seu domínio
Na sua loucura
Da Poesia Pura
Ainda prematura
Que faz o Poeta
Toda sua aventura.

Viva sua Loucura
O Poeta louco
Erga-se o pouco
Viva o Poeta
Taxado de Louco!

Balneário camboriú
2007 JANEIRO

28- INSANA LOUCURA
Maria Thereza Neves

Mundo tão grande
tão distante
tantas portas-janelas
tantos caminhos-desencontros
tantos pensamentos que se chocam
ventanias onde inertes pessoas moram
onde nada germinou
onde o desamor e rancor cresceu
e Paz jamais chegou.

Inconstante, indiferente
mundo tão mutante
que não pensa em gentes
Celestial-Infernal-Brutal
Desnudo de qualquer sentimento
no desalento, espalha feridas sofridas
esquecido-SER-vida!

Mundo não tente pessoas entender
tente iluminar estrelas-cabeças
nesta vida finita imprevisível
onde fecunda sempre a imaginação
e o poeta sofre nesta imensidão
na insana loucura
na alameda dos vazios sonhos
no desamor
sempre com amarradas mãos!

29- LOU & CURA!
Eliane Couto Triska

LOU

Me tenho na mais alta conta
visto o nobre e o mendigado
às vezes dizem: És Louca!
Lá-vai o Pobre Coitado!

CURA

Corro o mundo visionário
mancando em perna de coxo
se me escondo sou o contrário
revelando o paradoxo!

Lou & Cura querem um fim
lugar de contradição
pois quando Lou diz o SIM
a Cura inventa o NÃO.

A vida não quer reuni-los
esses gêmeos disfarçados
retiro o & e ao uni-los
os loucos foram invocados.
16.01.2007

30- Invoquem a Louca!
Marise Ribeiro

Que as sombras escondidas em mim
gritem ao inferno suas dores e agonias,
desamordacem o suplício sem fim
e sangrem as palavras em cores vadias.

Que os covardes monstros alucinantes
libertem-se em revoadas de rimas soturnas,
debochando dos amores e dos amantes,
escondendo-se pelas camas noturnas.

Que os fantasmas nascidos no negro ventre
dos poetas lúgubres e malditos,
escrevam estes versos invocando a louca,
posto que falado... não sairá da minha boca.
17/01/07

31- Minha Loucura... Deus!
        Raquel Caminha Matos
(Lindinha)

Sento na varanda, olhando para céu, converso
com Deus, seguindo o que manda minha intuição.
A fé predomina, escuto aquela voz... Escreve um verso!
Nesse momento poético, passo para o papel minha emoção.

Sou louca por escutar a voz de Deus?
É Ele que me determina e se for assim,
amo esses loucos e puros momentos meus,
e sigo escrevendo minha poesia sem fim.

Nas minhas aventuras de poeta louca,
carrego na minha bagagem a felicidade
de ser humana, e assim não me sinto oca,
assumindo loucuras da minha tenra idade.

Se todos nós temos de louco um pouco,
vou seguindo a minha louca intuição
de poder sentir no horário fosco,
a paz e o amor de Deus no meu coração.

32- LOUCO !
Jorge Linhaça

Dou as mãos à loucura
a sanidade é meretriz
vive sempre à procura
do que a faça mais feliz

A loucura é liberta
livre de protocolos
solta como os poetas
brotando versos do solo

vacas no céu a voar
aves no mar a pastar
loucos a poetar!

Insana inteligência
esquizofrênica ciência
é poetar a existência.

33- "CLAMO À DEMÊNCIA..."
Rosa Magaly Guimarães Lucas
- Eire

Clamo à demência que me agita e me ensandece,
Na tentativa de já louca te esquecer....
Não o consigo e então formulo a Deus a prece
De ter-te sempre junto a mim até morrer!

Risos e prantos vêm quando a vista escurece,
No desespero triste de não mais te ver,
E a vil cegueira que me fere, a alma enlouquece,
Co'a dor suprema, meu amor, de não te ter!

E o meu espírito gargalha aos quatro ventos,
pela procura desvairada ao ensandecido,
tentando nela retornar aos bons momentos...

É tudo em vão! Aquele amor endoidecido,
cheio de dores só se expressa por lamentos,
de sua alegria e do som álacre esquecido...

Jacaraípe, Serra, Espírito Santo, Brasil, 17/01/2007.

34- LOUCURA?
© Meg

Te quero
e te espero,
porem não me engano...
nem sei se te amo!...

Estou como à espreita,
sob o céu escuro,
pela rua estreita,
coração tão puro...

Quero que venhas correndo
saciar meu fogo e meu mal,
quero ter muita saudade,
nada é tão ruim afinal!

Saudade do que poderia ter sido e não foi
do que poderia ter tido e não tive,
do que poderia ter havido sem haver,
nesta minha caminhada incrível.

Sonho mas não sei o quê,
durmo sem saber porque,
quero sonhar o teu sonho,
e poder enlouquecer!

Margarita S. Rodriguez de Aumente
Eu Sou o Eu Sou

35- Sensatamente louca
Beatriz por um triz*

Louca na sombra da morte
labirintos do querer
onde a falta de sorte
faz o coração doer

Louca na imaginação
refém da angústia e do medo
intensifica as amarras
que guardam seus tantos segredos

Louca, mil vezes louca
insana paz e prazer
que a faz calar a voz rouca
doando sem receber

E desta loucura santa
nasce a poesia e o pranto
que seja louco o poeta
jorrando em versos o encanto

36- Loucura, ou talvez não!
Eugénio de Sá

Sempre que me atormenta a consciência
Invoco o louco que em mim dormita
E assim coloco em estado de dormência
Toda a auto censura que me habita

E se a saudade não se vai embora
Invoco o louco e as suas momices
Que me fazem esquecer naquela hora
Ao lembrar-me umas quantas tolices

Mas quando o sono busco em vão na noite
Atormentado pela solidão
Então invoco o louco coração

Que de mansinho e tonto de emoção
Me traz devagarzinho pela mão
Até um louco amor em que me acoite
Portugal
Janeiro
2007

37- Invoco a Loucura
Jandira Mello de Almeida cahet


Em meu princípio está o meu fim
é esta loucura sana que me faz sorrir
nos mergulhos fundos dentro de mim
isolada no antes e depois a prosseguir

no tempo da estação e da constelação
há uma vida ardendo em sentimento
na escura frieza e da vazia desolação
de tal maneira que sorrio do sofrimento

Um belo poema é uma recalcada loucura
um novo começo e uma incursão desarticulada
o mundo se torna mais estranho nesta doçura
e constrói uma obra literária recalcada

O tornar sublime é onde o simbólico
se abate sobre o imaginário
a parte louca se torna um transe diabólico
e o poeta com as palavras se torna milionário

no poeta o sintoma é não parar de escrever
onde a letra inconsciente faz ofício de argumento
na serenidade de convencer
rir no jardim a repetir seu talento

Quando anoitece em minha solidão
sobre o abismo que me escuta o sentir
enlouqueço de liberdade o coração
e me perco voando até dormir.

38- INVOCO-TE, LOUCA...
Sá de Freitas

Ah! Invoco-te louca, nesse instante,
Para que venhas me trazer loucuras,
Que me conduzam, cego, às alturas
De um Céu, com o teu desejo delirante.

Venhas, louca de amor, e dês num louco
Aquele choque do teu corpo ardente,
Para que o louco - eu - de amor demente,
Possa, no tudo, ainda achar tão pouco.

Te invoco, louca, nos meus devaneios,
Nos meus pesares e nos meus anseios,
Para que venhas logo me buscar...

E lá no Manicômio dos amantes,
Mostraremos aos pobres difamantes,
Que eles, sãos, jamais conseguem amar.

ECO DA LOUCURA!
Bernardino Matos.

Nas caladas da noite, me pego falando baixinho,
dizendo-te do meu amor, enquanto dormes,
pareço louco, mas estou dentro dos conformes,
me sinto um poeta,quando falo com carinho,

E o silêncio da noite me motiva e me anima,
deixo fluir minhas emoções, eu fico louco
na realidade, o que digo do meu amor, é muito pouco,
se eu fosse poeta, a rima dessa paixão,era total estima.

É bom poder falar desse amor enternecido,quase louco
uma dor profunda me invade o coração, fico sem jeito,
se eu fosse poeta, meu poema de amor seria perfeito,
mas, assim, ensandecido , falo, falo ,me sinto mouco.

E assim,dei a esse poema o nome de Eco da Loucura,
se sonho com as forças de minhas entranhas,sou poeta,
se me envolvo no lençol da esperança, sou profeta,
me sinto um misto de louco e poeta, pois sou ternura.

E se de louco e poeta, todo mundo tem um pouco,
se consigo expressar o meu amor em prosa e verso,
dizem que sou um poeta integrado à beleza do universo,
mas por viver um amor integral , chamam-me de louco.

Fortaleza, 19 de dezembro de 2007

40- Louca
Tania Lemke

Louca não sou...
Não, não sou....
Se converso direto com as paredes
É por escutar nelas o eco de tua voz!
Te sinto, presença viva em mim,
A cada instante de meu longo ou curto dia,
Longo na ausência de ti em mim,
Curto na medida do tempo
Em que em ti penso
E no qual deliro em meu sonhar...

"Vens em minha direção,
Me abraças e beijas apaixonado e apaixonante,
Num instante divino no qual a ti me entrego
Inteira, tua, sempre!"

Ah, amor meu!
Quando estás longe de mim o frio me invade,
Ando pela casa às escuras,
Um ser delirante de ti....
Anseio a cada minuto por tua volta, amor meu!

Paredes, escutem as batidas de meu coração,
Meu suspirar de amor, sublime amor
Que sinto por ti alma minha,
Metade de meu ser.... volta!
Devolve o que é meu,
Traz de volta meu coração que levou...
Paredes, eu grito, escutem!

"Venha amor meu,
Te espero! Te preciso, pressinto e venero!"

Não! Louca não sou por falar com paredes,
Mas insana sou sim por amar-te tanto,
A ponto de atirar-me ao chão e imaginar-te em mim,
Sozinha, eu e minhas paredes!
Descabelo-me, atiro-me contra elas, as beijo
Na tentativa vã de sentir-te em mim... qual!
Nem em sonhos comparável...
Teu amor, teu toque, teu cheiro,
Nada é igual!
Toque de pétala da rosa,
Beijo de paixão surreal,
Gosto de amor e desejo!

Louca posso ser.... mas sim, louca,
Completamente alucinada e doida
De tanta paixão que explode em meu peito
E por ter a coragem de dizer e gritar:

- Te quero, te preciso, meu menino vadio, vem!
Faz de mim tua mulher
Faz de mim o que bem quer
Faz de mim...louca...louca sim!
Louca de tanto amor...
De tanto amor por ti!

41- SÓ LOUCURA
Silvio Ferreira

Loucura,não sei...
Esqueço quem sou e por que estou.
Amanhece e anoitece e aqui vou
Dias curtos,noites longas ficou
Amores em horrores se tornou

Claros dias,noites frias
Homens duros,mulheres secas
Donos de tudo e de nada
Momentos se passam e eu aqui
Sem nada,sempre só.
Só a loucura ficou.

42- .do Ser
Isabel Fontes

Fogo lento
Estripado
Do ser
Valente
Fado
De histórias
Contadas
Na pessoa
Principal
Do canal
Mal sabe
De onde vem
A água
Para acalmar
A alma.

43- Quatro Mãos
©Soaroir Maria de Campos

Pouco, muito pouco faço se a única sou eu a tê-las.
sou de Blake, a inspiração para seu Grande Dragão Vermelho
de Homero, o prazer estético e ensinamento moral
Shakespeare, me veste de longo e me põe fitas nos cabelos
Cervantes, me aceita e me leva em sua jornada
Poe, me transforma em assombração
Drummond, deixa uma pedra no meu caminho
Pessoa, me nomeia ridícula
Bilac, me desenha uma bandeira
Camões, bucolicamente me satiriza
Vinícius, me chama de mulher amada
Gonçalves Dias me diz Ainda uma vez... Adeus.
eu, pouco, muito pouco faço com quatro mãos
se sou a única a tê-las viro handicapped
deficiente, aleijão, matéria de pesquisa, atração.
Nov.19/2006


44- O amor, esse louco
Denise Aidar Warnecke

Invoco o louco
Transeunte desalmado
Pedestre da minha vida
O amor, esse louco

Ajoelho-me desiludida
Descabelada e oferecida
Diante da verdade
Do amor, esse louco

Busquei no ódio
E também na vingança
Regeneração completa
Mas só encontro no amor, esse louco

44- Somos Loucos ???

Na corda bamba que vive o consorte
Premunindo do existir as agruras
Tramadas nas teias limando o serrote
No brocardo de palavras impuras...

E nelas traçando no leste o norte
Andejando nas ruas do ver amarguras
Flutuando na brisa remando o bote
A calafetar do viver as fissuras...

Designadas no sonho do viver a morte
Do jogador insano incitando a bravura
Na luta que inunda do verso o mote...

Do ver estralada a noite escura
Rimando o destino em busca da sorte
Traçada nas páginas da escritura...

“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
14/18/01/2007

46- Invoco a Louca
faffi/Silvia Giovatto

Que mundo é esse em que vivo?
Guerra, queimadas, crianças estupradas,
buraco engolindo gente, polícia armada
pra cuidar de presidentes ...
enquanto assaltos e seqüestros correm livres e soltos.
Ta na hora de invocar a louca que há dentro de mim,
vestir uma calça amassada, uma blusa rasgada
sair pelas ruas buscando a paz que só louco consegue ter.
Não sei de buraco, de guerra de fogo queimando matas,
não vejo mais crianças chorando, nem meninas abortando
porque alguém proclamou a liberdade do sexo.
Estou em um mundo que é somente meu,
canto e choro se tiver vontade,
peço um pedaço de pão se tiver fome,
deixo o vento desmanchar os meus cachos,
cachos...que cachos? meus cabelos são lisos...ou não?
deixa pra lá... louco não tem preocupação.
A chuva pode cair que não vai me atrapalhar,
vou mais é pular nas poças d´agua rindo sem parar...
Que insensatez!
Como todo louco tem seu momento de lucidez...
quando isso acontecer, vou me perguntar:
Será que tudo isso é pra fugir da rotina,
fazer versos sem rimas e não deixar nada me abalar?
Pode ser! claro que pode! Só pode!
Ahhh, não vou deixar a lucidez se aproximar,
primeiro quero achar alguém mais louco do que eu,
correr na praia deixando pegadas, tomar banho de lua,
contar estrelas de madrugada, se errar na contagem...
começo tudo outra vez, até ver o sol aparecer.
Quero mais é ser feliz!
Que se dane o mundo, eu não pedi pra nascer!
19/01/2007

46- INVOCO O LOUCO

Quando parece que a realidade
volta negro ao céu e as estrelas
tinge de sangue cada nova notícia
dança a fome e a morte em todos lados
invoco, com um aullido noturno, ao louco.
Ele vem cegado de sonhos e não vê o perigo
se põe a caminhar por precipios sem cair-se
sabe voar, cantar, rir e semear arco-íris
desalojando a escuridão, com seu sorriso.
Ele chega surdo aos maus augúrios
e me impulsiona a construir castelos
tão majestosos, altos e perfeitos
que é impossível a seu lado a miséria.
Desprega seu manto de dez mil cores
me injeta em abundância: energia criadora
põe ao alcance de minhas mãos: ilusões
desalojando para sempre a tristeza.
Invoca ao louco se te sentes triste
e eleva tua mente por sobre as carências
para poder encontrar as soluções
que sem danar a ninguém, te farão rico.
Rico em emoções e carinhos
milionário em sonhos e projetos
cheio de energia e sem temores
para atravessar o precipício sem perigos.

Belquis Barés
(Quimera Infinita)

48- LOUCURA
Antonio Cícero da Silva

Nos meus devaneios da vida
grito, me calo, falo e canto
subo ao mais alto espaço
desço ao mais profundo dos lugares.
Suplico, imploro, me despido
não sei o que fazer ou quem eu sou
se subo ou desço, tanto faz
será que tenho algum ideal?
Há! Em farrapos, em disfarces
às vezes me pareço tranquilo
mas dentro de mim, um alto grito
sufocado em mundo infamar.
Invoco então um pedaço de pão
meu estomago dói ou é fome?
Sou na realidade, uma fera sem domínio
não sei o que fazer, não sei se vivo
e vegetando, descalço, com os pés inchados
a dor a floresce e terrivelmente permanece.
E assim, eu subo e desço
sem rumo, sem endereço...
Carapicuiba/SP, 20/01/2007

49- Essência Etérea
Nelim Monti

Chamam-me louca!
Não sou louca.
Meu espírito somente aspira
Quebrar o elo com a matéria
Ser mais livre...
Chegar bem perto da essência etérea.

Minha mente já não consegue
Conter as minhas idéias
Meu corpo luta contra meu espírito
Um duelo insano
Onde o divino combate o humano

Quero ser livre.
Soltar meu espírito
Quebrar essa prisão de carne
Entrar na própria essência

Ser mais espírito do que corpo
Subir as regiões supremas,lá em cima...
E, ao descer levar à todos
Palavras de esperanças, de uma
Liberdade eterna que anima.

Espíritos terrestres, que a matéria
Sufoca,entendeis que o espírito é que conta
Quebre esse elo da matéria
Seja livre,aproxime-se mais da essência etérea.
Cajuru/ 08/05/2006
23h40m

50- QUE LOUCURA É ESTE AMOR
by Penhah Castro.

Loucura é procurar por você
pelo mundo afora
na terra, no mar, no ar...
No meu interior...

No seu exterior
projetando, sempre,
onde eu forfor
todo meu amor...

Loucura é procurar você
na mais longa estrada
insistir até o fim
de cada jornada
numa busca louca
quase desesperada...

Loucura é estar tão só
nas tardes encaloradas
no frio das madrugadas
Tentando meu corpo consolar...
Tentando minha alma acalmar...

Loucura é amar-te tanto
manter um grito calado
conter as lágrimas que caem
inundando a minha alma...

Loucura é arrumar meu ninho
perfumar o meu lençol
pressentir teu calor
envolver-me com tanto amor...
E, sentir no meu coração
que você está surdo
diante de qualquer som...

Loucura é procurar você
No céu, nas estrelas
Nos mares, nas ilhas
no possível, na coerência,
na razão e na emoção,
com certa pressa e urgência,
pois eu quero te encontrar
Ainda nesta vida,
para muito te amar...

51- Doce loucura
Teka Nascimento

Sou louca!!!!!
Quem pode provar essa loucura?

Só você meu homem gostoso
Aquele por quem enlouqueço
Você sim, provou da doce loucura
Você sim,enlouqueceu nessa doçura.

O mel do meu corpo foi provado
Foi sorvido e absorvido.
Nessa doce loucura
Você ficou embevecido

Ah...meu homem menino
Que por um doce, um mel
Faz de mim o seu céu
Brincando no meu corpo,
como se fosse num carrocel.

Ah.. loucura boa, essa doce loucura
Me leva as nuvens e me derruba
Na cama,e enlouquecida,
Que me toma o juízo e me inflama.

Ahh...bom é viver louca!
Insana! sem juízo!
Te amando e me entregando
Desfrutando nessa doce loucura

52- LOUCO CORAÇÃO
Sueli do Espírito Santo

Abre-se a porta do desconhecido
para o inesperado dentro de mim
e é necessário enfrentá-lo enfim
invocar o que está lá escondido

Vejo as ilusões que insanamente
levam-me a um ponto de ruptura
invadindo a mente uma loucura
como um delírio incandescente

E nesse delírio atroz se espalha
irrefreável a minha alma doidivana
e nos versos da poesia soberana
este meu louco coração gargalha

53- PROCURA-SE UMA LOUCA
José Romeu

Procura-se uma louca
Uma louca, por amor
E que fale com voz rouca
No meu ouvido, sem pudor

Oh! Louca
Da voz rouca
Não demore nem um pouco
Apareça pra esse louco
Venha logo. Por favor.

54- Uma loucura
Mercília Rodrigues


Há dias em que pareço febril,
uma força, em força contida,
que se amontoa num funil,
é uma explosão pressentida !

Invoco o céu, o mar, a terra
e com eles partejo em versos .
Agarro o que a letra encerra,
e em poesia me disperso ...

Nascem entes alados,
fantasia em sonhos mortos ,
rimas em versos quebrados,
até sentimentos amorfos !

Se crio alma nas letras,
sou poeta, sou criador ?
Ou um louco metido à besta,
cheio de prosa, o prosador ?
Araçatuba, 21/0/07

55- Como Louca
Luciana Pinheiro

Ah.. loucura que tortura
que me causas quando invoco-te
e liberto-me de pudores e preceitos
estabelecidos e estarrecidos que me
corrompem a alma pela dor e desprezo
para com a Humanidade.

Ah..loucura... quanta loucura ainda
teremos de enfrentar e fingir insanidade
para esse povo acordar e viver
a grande realidade.
Piracicaba - 22/01/2007


 

 

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